Beira Interior está localizada no interior de Portugal, fazendo fronteira com Espanha numa região escarpada e montanhosa. O seu clima possui grandes variações de temperatura que contrastam, entre verões muito quentes e secos, e invernos prolongados e gélidos. As vinhas são muito robustas, produzindo vinhos muito frescos, a uma altitude que varia entre 400 e 700m. Apresenta um relevo diversificado, as colinas xistosas contrastam com a rigidez e aspereza das paisagens onde são observadas soberbas e vigorosas paisagens de montanha, através das suas serras da Estrela com 1993m, da Gardunha com 1227m e da Malcata com 1259m.
Com menor altitude, contam-se ainda, a Marofa, Penha Garcia e Ródão. A Beira Interior encontra-se subdividida em três sub-regiões: Castelo Rodrigo: Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. Pinhel: Celorico da Beira, Guarda, Meda, Pinhel e Trancoso Cova da Beira: Belmonte, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova, Manteigas, Penamacor, Sabugal e Vila Velha de Ródão (Decreto-Lei nº 442/99).
Pinhel, situada na Beira Interior, é uma cidade histórica conhecida como “Cidade-Falcão”, símbolo da união e bravura dos seus habitantes. Rodeada por uma paisagem de colinas e pela Serra da Marofa, destaca-se pelo ambiente tranquilo e pelo forte sentimento de comunidade. Com origens antigas (possivelmente anteriores a 500 a.C.), ganhou importância na Idade Média, recebendo foral de D. Sancho I em 1209 e sendo fortificada por D. Dinis. O seu castelo e muralhas tiveram papel estratégico na defesa contra Castela. O centro histórico preserva marcas do passado, como vestígios da presença judaica, solares dos séculos XVI e XVII e o castelo medieval. A cidade também é rica em lendas, como a da “Casa Grande”, alegadamente construída com ajuda de forças sobrenaturais. Além do património histórico e cultural, Pinhel destaca-se pela produção de vinho de qualidade, beneficiando de condições naturais únicas. Conhecida também pela hospitalidade das suas gentes, foi descrita por Camilo Castelo Branco como terra de “gentes boas”. Com origens muito antigas, que remontam até ao período calcolítico e às gravuras rupestres do Vale do Côa, a cidade distingue-se sobretudo pelo seu ambiente humano e acolhedor. Entre ruas estreitas e memórias de várias épocas, Pinhel oferece uma experiência única que desperta um sentimento de ligação e nostalgia em quem a visita, tornando-se um lugar difícil de esquecer.
A tradição relata que um destacamento de Pinhel esteve presente na Batalha de Aljubarrota, em 1385, um dos momentos mais decisivos para a independência de Portugal. Durante a retirada das tropas de Castela, após a derrota, os homens de Pinhel terão capturado o falcão de estimação do rei castelhano, um animal que, na época, simbolizava prestígio e poder entre a nobreza.
Este feito passou a representar a coragem, o espírito de sacrifício e o forte amor à pátria dos pinhelenses, que se juntaram ao movimento liderado por D. João I, então Mestre de Avis, na luta contra a ameaça castelhana. Como forma de reconhecimento, o rei português terá atribuído à cidade o título honorífico de “Pinhel Falcão, Guarda-Mor de Portugal”, destacando o seu papel na defesa do território.
Ao longo dos séculos, esta história ganhou um importante valor simbólico, sendo o falcão adotado como emblema da cidade. Ainda hoje, representa a vigilância, a bravura e a identidade histórica de Pinhel, ligada a um dos períodos mais marcantes da formação de Portugal enquanto nação independente.

Castelo de Pinhel: No topo da colina, oferece vistas amplas e é um dos símbolos da cidade. Parte das antigas muralhas ainda é visível.
Muralhas de Pinhel: Restos da antiga fortificação medieval, com portas históricas como Santiago e Marialva.
Casa da Cultura de Pinhel: Espaço cultural com exposições e o Museu Municipal (inclui o Museu José Manuel Soares), onde podes conhecer melhor a história local.
Centro Interpretativo do Castelo e Territórios de Pinhel: Um espaço moderno que explica a história do castelo e da região, com conteúdos interativos.
Centro Histórico de Pinhel: Ruas estreitas, casas antigas, onde ainda se encontram marcas da presença judaica gravadas nas pedras e uma atmosfera tranquila e autêntica.
Largo dos Combatentes: Um dos pontos centrais da cidade, ideal para sentir o quotidiano local.
Antigas Portas da Cidade de Pinhel: Como as portas de Santiago, Marialva ou Alvacar, vestígios importantes da antiga muralha medieval.
Igreja de Santa Maria do Castelo: Um dos principais templos religiosos, com grande valor histórico.
Igreja da Misericórdia de Pinhel: Igreja com elementos arquitetónicos interessantes e importância histórica local.
Igreja de Santo António: Apresenta elementos arquitetónicos sóbrios, com destaque para o interior acolhedor. As arcadas exteriores são um dos elementos mais interessantes da sua arquitetura.
Pelourinho de Pinhel: Símbolo da autonomia municipal, situado numa zona central.
Casa Grande de Pinhel: Solar do século XVIII ligado a lendas populares.
Parque Municipal da Trincheira: Espaço agradável para passeios, descanso ou convívio ao ar livre.
Parque Urbano de Pinhel: Zona mais moderna da cidade, ideal para relaxar.
Miradouro do Castelo de Pinhel: O mais emblemático. A partir do castelo podemos contemplar vistas amplas sobre a cidade, os vales e as colinas envolventes, recomenda-se o pôr do sol.
Miradouro das Muralhas de Pinhel: Ao longo do caminho de ronda, permite diferentes perspetivas da cidade histórica e da paisagem rural.
Miradouro da Faia: é um dos miradouros mais impressionantes de todo o concelho de Pinhel. Está a cerca de 210 metros de altura sobre o rio Côa, proporcionando uma vista vertiginosa e muito ampla.
Um Concelho com tanto para descobrir, visite: Alverca da Beira, Atalaia, Azêvo, Bogalhal, Bouça Cova, Cerejo, Cidadelhe, Ervas-Tenras, Freixedas, Gouveias, Lamegal, Lameiras, Manigoto, Pala, Pereiro, Pínzio, Pomares, Póvoa D’El Rei, Safurdão, Santa Eufémia, Sorval, Souropires, Valbom, Vale de Madeira e Vascoveiro.

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